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Por Cooperativa Cultural 3 de abril de 2025

No dia 29 de janeiro, quarta-feira, acontecerá o terceiro dia do Festival Cultural da Cooperativa Cultural, segunda edição, no IFRN Central de Natal. O evento, que acontece das 8h às 17h, oferece uma programação diversificada e gratuita, incluindo palestras, apresentações teatrais, exibição de curtas e muito mais. A entrada é franca e aberta ao público em geral.

 Concebido com o intuito de fortalecer o acesso à cultura da comunidade, o evento foi uma iniciativa contemplada no edital de Fundo de Incentivo à Cultura 2023 da Prefeitura de Natal e, também, faz parte das ações desenvolvidas para o Dia C de Cooperar, edição 2024. Além disso, o festival busca estreitar as relações entre a Cooperativa Cultural e o Instituto Federal, ampliando o alcance e a troca cultural entre as duas instituições.

Dentre as atividades da nova programação estão previstas um circuito de palestras com temas voltados para memória e ancestralidade, oficina de zine, mostra de curtas, apresentação teatral pela Trota Mundos Cia. de Artes, apresentação musical e estande da livraria. Para mais detalhes sobre a programação completa, o público pode acompanhar o perfil oficial da Livraria Cooperativa Cultural no Instagram (@cooperativacultura).

A Livraria Cooperativa Cultural, localizada no Centro de Convivência do campus central da UFRN, também estará aberta durante o evento, funcionando das 8h às 19h, com o seu horário habitual de atendimento.




Serviço:
O que:  II Festival Cultural da Cooperativa Cultural
Quando: 29 de janeiro (quarta-feira), das 8h às 17h
Onde:   IFRN Central (Av. Sen. Salgado Filho, 1559 - Tirol, Natal)
Entrada:  Gratuita

Por Cooperativa Cultural 3 de abril de 2025

A relação do golpe de 1964 com o Rio Grande do Norte e seus principais personagens virou livro. “60 anos do golpe civil-militar no Rio Grande do Norte” terá lançamento em 19 de dezembro, às 9h, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) da UFRN.

Organizada pelos professores Maria da Conceição Fraga e João Maria de Sousa Fraga, a obra é uma co-edição da Aipê, selo editorial da Cooperativa Cultural e Caravela Selo Cultural.

“A historiografia fala muito do eixo Sul-Sudeste. Como os grandes centros urbanos brasileiros resistiram ao golpe, como isso ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais. No Rio Grande do Norte nós tivemos acontecimentos muito intensos e que nós precisamos registrar para que as gerações atuais tenham conhecimento e consigam inclusive entender as origens, por exemplo, dessa tentativa de golpe recente que o Brasil viveu”, aponta Conceição Fraga.

Professora aposentada do Departamento de História da UFRN, ela relembra acontecimentos importantes no RN. O livro passeia pelo próprio golpe, além de períodos como a Lei da Anistia e o movimento Diretas.

“Parece até que nada aconteceu aqui quando, na verdade, nós tivemos um prefeito cassado, deputados cassados, dezenas de prisões, de perseguição. Enfim, tivemos muitos acontecimentos que pouco ou nada é registrado ainda. Ou, quando é registrado, são trabalhos de pesquisas, de graduação, mestrado ou doutorado, que têm recorte muito focado em um acontecimento, até pela natureza do trabalho acadêmico. Então, o livro surgiu dessa ideia de reunir no mesmo livro vários acontecimentos ocorridos à época”, comenta.

O livro é dividido em 17 capítulos, que perpassam diferentes histórias e personagens. Ganham espaço, por exemplo, a campanha De Pé no Chão Também se Aprende a Ler; o jornalista Luciano de Almeida, que fez várias greves de fome e foi o último preso político do Rio Grande do Norte a ser liberado; sobre o desaparecido político Luiz Maranhão; o guerrilheiro Glênio Sá; vários capítulos sobre o movimento estudantil, desde a participação de mulheres nesse processo, mas também desde a participação no período que precede o golpe e depois com os processos e as investigações que esses jovens sofreram; sobre o papel da Tribuna do Norte, da Ordem dos Advogados e da Igreja Católica, dentre outros momentos.

“É muito importante que as pessoas entendam que o golpe só ocorreu porque aquele período era um período de ascensão e de conquista dos trabalhadores brasileiros. E as elites brasileiras, para frear aquele movimento, dão um golpe para ter o controle, como agora. Nós vivemos um momento onde viemos de ascensão, desde a Constituição de 1988 até hoje, e eram essas conquistas que estavam sendo implementadas durante os governos de esquerda que tentou-se interromper. Então, os golpes ocorrem para isso, para viabilizar projetos políticos”, explica Conceição Fraga.



Serviço:
O que:  Lançamento do livro “60 anos do golpe-civil militar do Rio Grande do Norte”
Quando: 19 de dezembro, às 9h
Onde:   Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), na UFRN
Entrada:  Gratuita

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